A cirurgia do câncer de próstata pode afetar o controle da urina e a ereção, e esse risco existe em qualquer técnica, inclusive na robótica. O que a cirurgia minimamente invasiva oferece é visão ampliada e precisão para preservar, quando possível e seguro, os nervos da ereção e o músculo que controla a urina. Na Devant Urologia, as prostatectomias são feitas por laparoscopia, em Teresina, e por robótica, em centros com robô fora do Piauí.
A cirurgia de próstata deixa impotente ou incontinente?
Essa é a maior preocupação de quem recebe o diagnóstico. Depois da prostatectomia radical, a perda de urina é comum nas primeiras semanas e, na maior parte dos homens, melhora ao longo dos meses. A ereção pode demorar mais para voltar e depende de fatores como a idade, a qualidade da ereção antes da cirurgia, o tamanho e a localização do tumor e a possibilidade de preservar os feixes de nervos que passam ao lado da próstata.
O robô evita esses problemas?
Não existe técnica com risco zero. A cirurgia robótica trouxe visão em 3D, movimentos mais precisos e recuperação mais rápida, mas os resultados de continência e ereção dependem sobretudo da indicação correta, da técnica e da experiência da equipe. Um estudo randomizado publicado na revista The Lancet em 2016 comparou a prostatectomia robótica com a aberta e encontrou resultados funcionais semelhantes nos primeiros meses, com menos sangramento e internação mais curta na robótica.
Como a cirurgia tenta preservar a continência e a ereção?
- Dissecção cuidadosa do esfíncter, o músculo que segura a urina, preservando o máximo possível do seu comprimento.
- Preservação dos feixes neurovasculares, os nervos da ereção, quando o tumor permite fazer isso com segurança.
- Reconstrução cuidadosa da ligação entre a bexiga e a uretra.
A laparoscopia e a robótica dão a visão ampliada necessária para trabalhar numa região onde poucos milímetros fazem diferença.
Como é a recuperação?
A fisioterapia do assoalho pélvico ajuda a recuperar o controle da urina, e a reabilitação da ereção, com medicamentos orientados pelo urologista, começa nas primeiras semanas. O acompanhamento próximo nos primeiros meses permite ajustar o tratamento conforme a evolução de cada paciente.
E o PSA depois da cirurgia?
Depois da retirada da próstata, o PSA deve ficar indetectável. Cada laboratório tem um limite mínimo de detecção, então resultados como “menor que 0,03” e “menor que 0,09” significam a mesma coisa: PSA indetectável. As diretrizes consideram recidiva bioquímica quando o PSA passa de 0,2 e isso se confirma em uma segunda dosagem. Por isso, o mais importante é manter o acompanhamento e observar a tendência dos resultados.
Principais pontos
- A prostatectomia radical pode afetar a continência e a ereção em qualquer técnica, e a recuperação varia de pessoa para pessoa.
- A cirurgia robótica e a laparoscópica oferecem visão ampliada para preservar nervos e esfíncter quando possível e seguro.
- Fisioterapia pélvica e reabilitação da ereção fazem parte da recuperação.
- Depois da cirurgia, o PSA deve ficar indetectável, e valores acima de 0,2 confirmados em duas dosagens indicam recidiva bioquímica.
Devant Urologia · Av. Universitária, 750, Sala 1504, Ed. Diamond Center, Bairro de Fátima, Teresina – PI · Dra. Marília Buenos Aires (CRM-PI 5831 | RQE 2754) e Dr. Rodrigo Beserra (CRM-PI 4345 | RQE 2826), urologistas · Agende pelo WhatsApp (86) 99447-6567
Saiba mais: Cirurgia de próstata a laser em Teresina · Cirurgia robótica e laparoscópica em urologia
Conteúdo escrito pelos urologistas da Devant Urologia, em Teresina: Dra. Marília Buenos Aires (CRM-PI 5831 | RQE 2754) e Dr. Rodrigo Beserra Sousa (CRM-PI 4345 | RQE 2826), ambos titulares da Sociedade Brasileira de Urologia. As informações têm caráter educativo e não substituem a consulta médica.
